ENGLISH
Hand-carved mask made by artisans from the Bragança region of Portugal. With a frightening and diabolical appearance, it features an intense red color that enhances its expressive character. The face is characterized by large, round pierced eyes, thick arched black eyebrows, a long triangular nose, and a very wide, partially open mouth. Particularly striking are the large deer antlers emerging from the temples, together with the abundant beard made from the hair of the same animal, elements that reinforce the imposing presence and unsettling appearance of the figure.
Throughout the Bragança region, different localities preserve their own traditions of masquerades and ritual characters, including various representations of the devil. These figures are made by local artisans and participate in celebrations that combine festive, ritual, and communal elements.
In Trás-os-Montes, preparations for these festivities begin before the arrival of winter. Traditional masquerades have historically been associated with the agricultural cycle and the winter solstice, gaining particular importance during the period between Christmas and Epiphany, as well as during Carnival.
Within this context, masquerades are symbolically associated with the renewal of life, the beginning of a new agricultural cycle, and the community’s aspirations for prosperity. Traditionally led by young people, these celebrations encourage collective participation and the renewal of community bonds, while ritualized behavior and festive excesses form part of a symbolic language associated with purification and the expulsion of misfortune.
PORTUGUÊS
Máscara esculpida à mão por artesãos da região de Bragança, Portugal. De aspeto aterrador e aparência diabólica, apresenta uma intensa tonalidade vermelha que acentua o seu caráter expressivo. O rosto caracteriza-se por grandes olhos redondos perfurados, sobrancelhas grossas e negras de forma arqueada, um nariz longo e triangular e uma boca muito ampla, parcialmente aberta. Destacam-se especialmente os grandes chifres de veado que emergem das têmporas, bem como a abundante barba elaborada com pelo do mesmo animal, elementos que reforçam a sua presença imponente e o seu aspeto inquietante.
Na região de Bragança, diferentes localidades preservam tradições próprias de mascaradas e personagens rituais, entre as quais se encontram diversas representações do diabo. Estas figuras são produzidas por artesãos locais e participam em celebrações que combinam elementos festivos, rituais e comunitários.
Em Trás-os-Montes, os preparativos para estas festividades começam antes da chegada do inverno. As mascaradas tradicionais estão historicamente associadas ao ciclo agrícola e ao solstício de inverno, assumindo particular importância no período entre o Natal e o Dia de Reis, bem como durante o Carnaval.
Neste contexto, as mascaradas relacionam-se simbolicamente com a renovação da vida, a chegada de um novo ciclo agrícola e o desejo de prosperidade para a comunidade. As celebrações, tradicionalmente protagonizadas pelos jovens, promovem a participação coletiva e a renovação dos laços comunitários, enquanto os comportamentos ritualizados e os excessos festivos integram uma linguagem simbólica associada à purificação e à expulsão dos males.
ESPAÑOL
Máscara tallada a mano por artesanos de la región de Bragança, Portugal. De aspecto aterrador y apariencia diabólica, presenta una intensa tonalidad roja que acentúa su carácter expresivo. El rostro se caracteriza por grandes ojos redondos perforados, gruesas cejas negras de forma arqueada, una nariz larga y triangular y una boca muy amplia, parcialmente abierta. Destacan especialmente los grandes cuernos de ciervo que emergen de las sienes, así como la abundante barba elaborada con pelo del mismo animal, elementos que refuerzan su presencia imponente y su aspecto inquietante.
En la región de Bragança, las distintas localidades conservan tradiciones propias de mascaradas y personajes rituales, entre ellos diversas representaciones del diablo. Estas figuras son elaboradas por artesanos locales y participan en celebraciones que combinan elementos festivos, rituales y comunitarios.
En Trás-os-Montes, los preparativos para estas festividades comienzan antes de la llegada del invierno. Las mascaradas tradicionales están vinculadas históricamente al ciclo agrícola y al solsticio de invierno, y alcanzan especial relevancia durante el período comprendido entre Navidad y Reyes, así como durante el Carnaval.
Dentro de este contexto, las mascaradas se relacionan simbólicamente con la renovación de la vida, la llegada de un nuevo ciclo agrícola y el deseo de prosperidad para la comunidad. Las celebraciones, tradicionalmente protagonizadas por los jóvenes, favorecen la participación colectiva y la renovación de los vínculos comunitarios, mientras que los comportamientos ritualizados y los excesos festivos forman parte de un lenguaje simbólico asociado a la purificación y a la expulsión de los males.




